Esse assunto é muito importante e resolvi comentar pois em breve estarei passando por isso!
O que vejo hoje são muitas mães me dizendo que é doloroso deixar os bebês com outras pessoas e irem trabalhar.
Mas se a gente realmente precisa, não temos escolhas não é mesmo?
O que eu indico e que está me fazendo muito bem é preparar o bebê para esse momento e como fazer isso?
Simples, desde que a Laura nasceu, eu a deixo algumas horas na casa das vovós, as vezes tenho meus compromissos e deixo por mais tempo.
Teve uma única vez que senti meu coração apertado, pois fomos em um casamento e eu não conseguia contato com a vovó, pois no lugar não tinha sinal e posso confessar que sim fiquei em desespero e qual mãe não ficaria? Mas ao chegar em ver que estava tudo bem, fiquei mais tranquila e aliviada.
Hoje existem muitas ferramentas que as mamães podem usar para controlar seus filhos, existem babás eletrônicas que são ligadas no celular da mãe e ela pode ver o bebê a hora que quiser e existem muitas escolinhas boas e recomendadas, vai das condições financeiras dos pais e de não ter outras opções para com o bebê.
Por enquanto vou deixar com as vovós e acredito que será super bom e saudável para ela ir se adaptando com ambas casas, assim ela não terá preferências e sempre vai gostar igual das duas.. rsrsrs
O bebê tem que se acostumar a ir com todos, ficar na casa dos avós, dindos, tios, isso é bom para o relacionamento dele com as pessoas pois vai se tornar um bebê fácil de lidar, bem sociável com todos, pois um dia serão adultos, terão que trabalhar, estudar e não depender mais da gente.
Lembre-se sempre de deixar a bolsa completa com a as mamadeiras, o leite, as roupas, tudo oque eles precisam para não ocorrerem imprevistos, deixe uma lista com os horários das mamadas, das frutinhas, sucos, sopinhas, etc para quem for cuidar de seu bebê e ligue se não se sentir segura para saber se está tudo ocorrendo da melhor forma.
Explique ao seu bebê que já vai voltar para ele entender que você vai retornar a buscá-lo e ele não se sentir abandonado.
Algo fundamental para a minha bebê não se sentir sozinha é a naninha, com ela, ela se sente segura e tranquila.
Sugiro aos papais comprarem uma para seus bebês e acostumarem desde o nascimento.
Mães, vamos torcer para que todas nós tenhamos força para aguentarmos ficar longe de nossos bebês, eu sei que para mim não será nada fácil e logo que isso ocorrer venho aqui contar como foi minha experiência longe da Laura.
Eu estava procurando no google mais conteúdo sobre esse assunto e achei no site
www.mdemulherabril.com.br uma reportagem exclusiva sobre o assunto que vale a pena comentar aqui
Com
quem deixar o bebê?
1.
Se os pais optaram por deixar a criança no berçário, no que é
importante prestar atenção?
Ely
Harasawa, psicóloga da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, de
São Paulo, explica que há uma série de condições que devem ser
verificadas. "Em relação às instalações, é importante
checar se o espaço é seguro e se não existem armadilhas que podem
machucar a criança, como escadas e desníveis. Além disso, o lugar
precisa ser arejado e limpo.
Mesmo
para os mais pequeninos, a estimulação é fundamental para o
desenvolvimento. Para isso, escolha um estabelecimento que
proporcione brincadeiras que mexam com os sentidos, utilizando
brinquedos, música, decoração e contato humano. Também é muito
importante saber se o berçário oferece uma quantidade de
profissionais suficiente para atender às crianças. No caso de
bebês, a proporção ideal é de um adulto para cada três bebês de
até 6 meses de idade. Na medida em que eles vão crescendo, um
adulto consegue tomar conta de um número maior de crianças.
Por
fim, a mãe deve se sentir bem e confiante em relação ao
estabelecimento. De nada adianta que ele atenda a todos os requisitos
se o ambiente não inspira confiança porque esse desconforto da mãe
acabará sendo transmitido ao bebê. Fernanda Albuquerque e Silva,
assessora de imprensa e mãe da Giulia, 1 ano e meio, conta que optou
por um berçário perto do trabalho, mesmo sendo longe de casa:
"Preferi uma escola que estivesse perto do meu serviço. Caso
aconteça alguma coisa, é mais rápido chegar lá. Escolhi um lugar
que atende a poucos bebês, mas vai poder atendê-la até o Ensino
Fundamental, com 5 ou 6 anos. Gosto que seja assim para não precisar
mudar de escolinha a toda hora", conta.
2.
Como preparar a criança para a despedida?
Adapte
a criança aos poucos, explique que vai sair, mas volta. Deixe claro
que você precisa trabalhar e que retornará mais tarde. "É
importante que a criança tenha na cabeça que a mãe vai e volta,
que é normal. Assim ela ficará tranquila", explica a
psicoterapeuta Laila Pincelli, do Vida Psicologia, de São
Paulo.
3.
O que a mãe deve fazer se a criança ficar chorando quando ela
sai?
"A
criança tem reações assim quando está insegura com a saída da
mãe. É normal, mas a mãe deve conversar com calma, explicar que
está saindo e que irá voltar", ensina Laila Pincelli,
psicoterapeuta. É sempre muito difícil, especialmente para a mãe,
se separar de seu filho depois do convívio intenso dos primeiros
meses. "O choro da criança é a sua forma mais comum de
expressar desconforto. Mas sabemos que também existem muitos outros
significados que precisam ser compreendidos tanto pela mãe como pelo
cuidador", completa a psicóloga Ely Harasawa.
4.
O bebê pode ter problemas para comer ou dormir nos primeiros dias
longe da mãe?
"Todo
mundo que passa por uma mudança em sua rotina precisa de um tempo
para se adaptar à nova situação. Isso acontece com as pessoas em
qualquer fase da vida e com os bebês não é diferente. O pequeno
pode não ter a capacidade racional de compreensão do que está
acontecendo, mas sente a mudança e pode expressar esse estranhamento
nas atividades de sua rotina, inclusive apresentando problemas para
dormir ou comer", explica Ely Harasawa, psicóloga da Fundação
Maria Cecilia Souto Vidigal, de São Paulo. A psicoterapeuta Laila
Pincelli salienta que isso não é o comum, mas acontece em alguns
casos. "Esse tipo de reação se dá quando o vínculo ainda
está forte demais. Se a mãe nunca deixou a criança com ninguém
antes, lógico que ela vai sofrer, vai estranhar. É importante
separar aos poucos para que ela entenda que a mãe sai e volta."
É preciso dar um tempo para que todos se adaptem à mudança. "Se
os problemas persistirem e começarem a prejudicar a saúde do bebê,
é hora de pedir ajuda a um especialista", alerta Ely.
5.
Existe uma maneira certa de se despedir da criança?
"A
mãe não deve sair escondida, de fininho. Deve sempre deixar claro
para a criança que vai trabalhar. Também é importante a mãe não
estar chorosa porque isso transmite coisas ruins ao pequeno. Ela deve
ter uma postura segura, clara e objetiva, dizer, por exemplo: "A
mamãe vai sair e você vai ficar bem, quando eu voltar vamos
brincar". Isso gera a relação de confiança", conta a
psicoterapeuta Laila Pincelli, do Vida Psicologia, de São Paulo.
Essa mensagem deve ser passada ao bebê com segurança e
tranquilidade, pois assim ele ficará sossegado. "Uma coisa é
certa: sair escondido só deixa a criança insegura e mais
desconfiada. É melhor adotar sempre o mesmo comportamento para que o
bebê se acostume e se sinta seguro", completa a psicóloga Ely
Harasawa.
6.
É errado dar presentes para compensar a ausência?
"Dar
presentes não é a melhor saída e não deve, de maneira nenhuma,
virar um hábito. Caso contrário, a criança aprende que, toda a vez
que algo não sair como espera, ela merece ser recompensada. Lógico
que dar um presente uma vez não é uma coisa terrível, mas não
deve ser uma compensação porque a mãe está se sentindo culpada",
explica a psicoterapeuta Laila Pincelli, de São Paulo. E lembre:
"Uma sessão de risadas e cócegas mais prolongada pode ser
muito mais gratificante para todos", finaliza Ely Harasawa,
psicóloga, de São Paulo.
7.
Muitas mães sentem como se estivessem abandonando o filho. Como
lidar com a culpa?
"A
culpa é quase inevitável porque a mãe se sente responsável e sabe
quando é necessária para o bebê. O que ela pode fazer, no entanto,
é controlar e minimizar esse sentimento. O bebê pode ficar
angustiado com a despedida, mas aos poucos ele entende que a mãe
vai, mas volta. Saber que a criança consegue se adaptar sem ser
prejudicado ajuda a mãe a ficar tranquila e menos culpada",
explica Eliana de Felice, doutora em psicologia e professora da
Universidade Mackenzie, de São Paulo;
Leite:
continue amamentando
8.
Como tirar e armazenar o leite?
De
acordo com o Ministério da Saúde, mais de 34% das mães brasileiras
que voltam ao trabalho deixam de amamentar. Você pode continuar
amamentando mesmo trabalhando fora. "Tire o leite com a bombinha
e guarde na geladeira por até 24 horas. Lembre-se de que a mamadeira
deve estar bem limpa", orienta Luiz Fernando Leite, obstetra do
Hospital e Maternidade Santa Joana, de São Paulo.
9.
Quantas vezes por dia a mulher deve tirar o leite?
O
ginecologista e obstetra Luiz Fernando Leite explica que "a
quantidade de leite varia de uma mulher para outra. O importante é
não ter um intervalo maior do que quatro horas entre as
ordenhas".
11.
O que fazer para proteger os seios e não vazar leite no
trabalho?
Voltar
à rotina quando ainda está amamentando exige alguns cuidados. As
conchas de proteção para os seios são necessárias para evitar que
vaze leite, manche a blusa e faça você passar por aquele aperto bem
na hora da reunião. "Quando voltei a trabalhar, corria para
casa para amamentar e tinha sempre à mão a bomba para tirar leite.
Usava as conchas de proteção e várias vezes, quando atrasava para
amamentar, até esse acessório acabava vazando. Passava o maior
aperto, vivia fedendo a azedo", conta, divertindo-se, Letícia
Pedercini Issa, empresária, blogueira e mãe do Marcelo e do
Gabriel. "Para não ficar vazando enquanto eu estava fora de
casa, tirava o máximo de leite que conseguia com a bombinha e
deixava para o bebê mamar durante o dia. Às vezes, ainda ficava
vazando um pouco, mas eu usava absorvente nos seios para evitar
constrangimentos na rua", conta Fernanda Albuquerque e Silva,
assessora de imprensa e mãe da Giulia, 1 ano e meio.
12.
Converse com outras mães que já passaram por isso
Trocar
experiências com outras mulheres que viveram isso é muito bom,
principalmente porque acalma. Também é importante deixar o seu
filho com alguém de confiança, seja a avó, a babá ou no berçário.
Converse com as outras mães da escolinha, troque ideias e isso
ajudará a fazer dessa nova etapa uma experiência confortável,
segura e tranquila", orienta a psicóloga Eliana de
Felice.
13.
Divida as tarefas
Eliana
de Felice, doutora em psicologia e professora da Universidade
Mackenzie, de São Paulo, explica que "compartilhar as tarefas
com o companheiro é muito importante para que a mulher não fique
sobrecarregada ou com o nível de estresse elevado. Também é bom
para o marido porque ele se sente útil e incluído na família. Por
fim, para o bebê também é ótimo dividir afetos. É importante que
o pai - e não só a mãe - consiga deixar a criança
tranquila".
14.
Leve uma foto do bebê para o trabalho
Seja
na carteira ou no computador, ter fotos do seu filho ajuda a diminuir
a saudade enquanto está no trabalho. "Essa estratégia é ótima
quando tranquiliza a mãe. Também vale ligar para casa para
conversar um pouquinho com o bebê, deixar que ele escute a voz da
mãe", sugere a psicóloga Eliana de Felice. Mas tudo tem um
limite, pois você não pode passar o dia todo pendurada ao telefone
para saber da criança. "Voltar ao trabalho é como um segundo
corte de cordão umbilical. O primeiro foi físico e esse é um corte
psicológico. Se a mãe está se sentindo excessivamente culpada, se
ela fica o dia inteiro preocupada e não consegue se concentrar nas
tarefas profissionais, é porque não está conseguindo fazer essa
transição", finaliza Eliana.